Revolta Árabe

As revoluções que estão acontecendo no mundo árabe correspondem à formação da região. Todos os países têm basicamente o mesmo tipo de estado, onde militares tiveram destaque. Também podemos citar a corrupção nos governos e a base da economia, o petróleo. Além dos fatores econômicos, existem os fatores sociais, onde a classe média esta em ascensão, com a formação de jovens intelectuais que buscam empregos e não encontram e, por isso, juntam-se na busca de algo melhor.

O oriente médio está buscando um outro jeito de governo, que não seja nenhum dos dois pólos, ditaduras e radicalismo islâmico, mas sim uma via que não esta relacionada a elas, mas que tenha algo comum com a vivida pelo ocidente.

Egito 

Inspirados no movimento popular na Tunísia, a população egípcia se revoltou e também iniciou em seu país um movimento para tirar do poder Hosni Mubarak no comando do país há 30 anos (confira o infográfico). Foram 18 dias de protestos, com mais de 300 mortos e 5 mil feridos.

Mubarak já havia admitido que não concorreria as próximas eleições, em setembro, mas acreditava-se que ele indicaria seu filho Gamal Mubarak para sua sucessão. Todavia, Gamal e outras lideranças deixaram o partido. Mesmo diante da decisão de seu filho, Mubarak não sedeu a pressão popular e continuou a dizendo que ficaria no poder até setembro.

A oposição se uniu aos protestos que aconteciam no país e a Irmandade Mulçumana (organização pela qual se originou a força palestina Hamas) também oficializou seu apoio. O Nobel da Paz, Mohamed ElBaradei, voltou ao país e também se juntou aos protestos e disse ainda que não descartava uma candidatura as eleições de setembro e se dispôs a assumir um eventual governo de transição.

O Egito, sendo o principal aliado do Ocidente no mundo árabe, recebeu pressão dos governos europeus e do presidente dos EUA para que Mubarak renunciasse logo.

Diante da pressão, Mubarak anunciou concessões, como aumento ao funcionalismo e aposentadorias e nomeou, pela primeira vem e 30 anos, o vice-presidente Omar Suleiman, que assumiu as negociações com a oposição. Porém, essas medidas não convenceram e a oposição continuou a se reunir na praça Tharir, símbolo dos protestos contra o governo e, mais tarde, onde se deu a abertura da democracia.

Durante a revolta, muitas pessoas sofreram violência e a ONU estima que mais de 300 pessoas morreram. Jornalistas sofreram intimidação e violências, inclusive os jornalistas brasileiros. As redes sociais se tornaram meio de convite para as manifestações e, com isso, a internet teve o sinal de algumas operadoras interrompido, o que o governo nega ter intervenção.

Enfim, no dia 11 de fevereiro de 2011, o vice-presidente Omar Suleiman anunciou a renuncia de Mubarak, que entrega o poder para o Exército. A população saiu às ruas para comemorar. Uma semana depois, dia 18 de fevereiro, na Praça Tahrir, milhares de egípcios comemoraram o “Dia da Vitória”, em referência a renúncia de Mubarak.

O Egito está sendo governado pela Junta Militar que dissolveu o Congresso, cancelou a Constituição e irá realizar reformas constitucionais e guiar o país a eleições democráticas em prazo de seis meses.    

Tunísia

Diante de vários protestos no páis, a ditadura na Tunísia, com Zine Ben Ali no poder, que durou 23 anos teve fim em 14 de janeiro de 2011, com a chamada Revolução do Jasmim (flor nacional).

Os protestos começaram depois que um jovem tacou fogo em si mesmo depois que policiais impediram que ele vendesse vegetais na rua sem permissão. Vários protestos foram deflagrados depois deste incidente contra o desemprego. As indignações se espalharam pelo país. As autoridades responderam com violência o que motivou ainda mais manifestações, que também tinham um reflexo na ausência de liberdades, frustrações da população com a elite dominante e a corrupção que assombrava o governo com casos de nepotismo e outros envolvendo até a primeira-dama.

Diante de todos os acontecimentos, o vice-presidente Mohamed Ghannouchi assumiu o governo devido a dificuldades de Ben Ali em exercer seus deveres temporariamente. Ben Ali tornou-se o primeiro líder árabe a deixar o poder depois de manifestações populares.

Líbia 

No poder a quase 42 anos, Muammar Kadhafi disse que só sai do poder morto, sua última declaração. A Líbia é terceiro país a entrar em conflito na região árabe.

Os protestos se iniciaram no leste do país, em 15 de fevereiro de 2011, onde a popularidade do ditador é menor. Na capital Trípoli, a imprensa teve acesso proibido e a repressão às manifestações tem sido dura, o que provocou protestos em outros países. Kadhafi afirma que os manifestantes estão a serviço da Al-Qaeda e Osama bin Laden e que estariam drogados e usando alucinógenos.

Muitos militares e autoridades tem abandonado o regime e estão se juntando aos manifestantes. Um governo interino tem sido formado nas regiões onde já Kadhafi já não tem mais controle. 

A ONU aprovou, no dia 27 de fevereiro, sanções duras contra o ditador líbio e ele será investigado por um tribunal internacional por crimes contra a humanidade. A cada dia o governo de Kadhafi perde apoio e força no país e no mundo. E o ditador insiste em aparecer em emissoras de televisão e dizer que seu governo está sob controle e a cidade está calma. Os Estados Unidos já afirmaram que estão à disposição para ajudar a Líbia e que já estão se aproximando dos opositores.

O aeroporto está um caos, pois muitos estão tentando deixar o país. Muitos brasileiros têm deixado a Líbia através de navios.

Kadhafi assumiu o poder em 1969, com um golpe de estado. Seu “Livro Verde”, que costuma ler em seus discursos, é tida como a Constituição do país e resume seu sistema de “democracia islâmica”, sendo uma alternativa ao capitalismo e ao socialismo.

No país encontram-se jazidas de petróleo, que correspondem a metade do PIB do país, que é o 12º exportador mundial. 

Os protestos se espalham também por Jordânia, Iêmen, Argélia, Mauritânia, Marrocos, Sudão, Bahrein e Omã.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/infografico/2011/02/18/crise-no-oriente-medio-e-paises-vizinhos.jhtm

Referências

http://g1.globo.com/crise-no-egito/noticia/2011/02/entenda-crise-no-egito.html

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/02/uma-semana-apos-mubarak-cair-egito-celebra-dia-da-vitoria-no-cairo.html

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/01/110114_tunisia_qa_rc.shtml

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI202607-15227,00.html

http://g1.globo.com/revolta-arabe/noticia/2011/02/entenda-crise-na-libia.html

http://mundoestranho.abril.com.br/historia/pergunta_286642.shtml

%d blogueiros gostam disto: